10 de junho de 2011

NEM TEMPO, NEM ESPAÇO (Neimar de Barros )



Talvez você não saiba como nasceu...
Nem eu, nem você saibamos,
Somos analfabetos em reminiscências e profecias,
Por isso nos importamos apenas em tocar o barco!

E foi na curva do Rio da Vida
que a canoa  balançou
e nossos corpos se juntaram.
Houve o abraço e sentimos o calor,
ou melhor, vivemos o calor um do outro...

A partir daí não houve mais adeus,
esquecemos nossas diferenças, nossos defeitos,
e começamos a amoldar-nos.

Passamos a viver mais aquilo que estava dentro de nós,
do que aquilo que estava em volta de nós!

Por isso muitas vezes fomos pegos calados,
Admirando a interioridade de cada um.
E o sentimento livre, espontâneo,
foi realizando-se platonicamente.

Hoje eu rio com seu riso
e choro com seus olhos.

Hoje qualquer força maior poderá nos separar físicamente,
Mas fracassará na alma
Porque nos tornamos UM !

Não morrerei se você tiver que partir,
E talvez nem lamente em desespero,
Porque o amor é justamente a aceitação
E estamos repletos, nossos potes estão cheios !

A distância jamais será separação,
Ou causa de masoquismo,
Pois, para nós, que amamos realmente,
Não existe tempo, nem espaço,
O Amor é abstrato,
Caminha invisível dentro da gente,
Abstrato...
Como a hora e o lugar onde nossas almas confabulam !

2 comentários:

Anônimo disse...



recebi esse poema de uma amiga querida, em razão de uma linda história de amor que vivi.Amo demais esse poema.

Anônimo disse...

"Algo me diz que o que a gente teve vai ficar sempre em nossas memórias. Vamos viver por muito tempo ainda das lembranças de nós dois."

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