19 de setembro de 2011

CANÇÃO DE ALTA NOITE (Cecília Meirelles)




Alta noite, lua quieta,
Muros frios, Praia rasa.


Andar...Andar... que um poeta
Não necessita de casa.


Acaba-se a última porta.
O resto é o chão do abandono.


Um poeta, na noite morta,
Não necessita de sono.


Andar... perder o seu passo
Na noite, também perdida.


Um poeta, à mercê do espaço,
Nem necessita de vida.


Andar... enquanto consente
Deus que seja à noite andada.


Porque o poeta, indiferente,
Anda por andar... somente.

Não necessita de nada.

5 comentários:

Marina Fligueira disse...

¡Bravo- bravo! Es un poema delicioso y muy bien construido- muy bien medido. Es sólo que el poeta necesita de todo... necesita dotarse de sabiduría. De mirar a su alrededor, de observar, de fijarse en todo lo que le rodea. Tú lo sabes mejor que yo.
Mi enhorabuena. Un abrazo y se feliz.

Arnoldo Pimentel disse...

Lindo poema da Cecília Meirelles, parabéns por tão bela postagem, beijos.

Artes e escritas disse...

Uma linda escolha. Um abraço, Yayá.

Luna Sanchez disse...

Não necessita de nada que não esteja em seu interior.

Lindo, lindo!

Fábio Junior disse...

Muito Lindo.
Te seguindo tambem. Prazer

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