30 de novembro de 2012

O AMOR (Gibran Khalil Gibran)




O amor era meu único entretenimento,
 Inspirando-me canções de alegria à noite
E acordando-me ao amanhecer 
Para revelar-me o significado da vida
E os segredos da natureza.

É um Amor paradisíaco...

Livre do ciúme é substancioso
E benéfico ao espírito...

É uma profunda afinidade
Que faz a alma sobrenadar em contentamento..

Uma fome profunda de afeição que..
Quando satisfeita, inunda o coração de bondade!

Uma ternura que cria a esperança
Sem agitar a alma,
E transforma a terra em paraíso..
 E a vida em um sonho doce e belo...

Pela manhã, quando andava pelos campos,
Eu via a presença da Eternidade
No acordar da natureza...

E quando me sentava na praia,
Ouvia as ondas cantando 
 A canção dos Milênios..

Quando caminhava pelas ruas,
Eu via a beleza da vida,
E o esplendor da humanidade
No rosto dos transeuntes,
E na movimentação dos trabalhadores...

A alma que tinha observado com alegria
O vigor incansável da humanidade,
E a glória do universo..
Estava torturada pelas provas de decepção..
 E do fracasso..

Nada fora mais bonito que aqueles dias de Amor..

E nada era mais amargo que aquelas horríveis
Noites de tristezas.....

Quando não mais pude resistir ao impulso... 

Fui...





Um comentário:

Anônimo disse...

sensacional este poema,boa escolha Amiga!
Aguardo tua nobre visita lá no meu cantinho.

Abçs fraterno,

Bia

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