23 de junho de 2017

NIRVANA ( Antero de Quental )





Viver assim: sem ciúmes, sem saudades,
Sem amor, sem Anseios, sem carinhos,
Livre de angústias e felicidades,
Deixando pelo chão rosas e espinhos;



Poder viver  em todas as idades;
Poder andar por todos os caminhos,
Indiferente ao bem e às falsidades;
Confundindo chacais e passarinhos;



Passear pela terra, e achar tristonho
Tudo que em torno se vê, nela espalhado,
A vida olhar como através de um sonho;


Chegar onde eu cheguei, subir à altura
Onde agora me encontro - é ter chegado
Aos extremos da Paz e da Ventura!








3 comentários:

Glaubo de Assunção Oliveira disse...

Eis um vontade imensurável sem prudências que persuadem e distinguem!
Criou-se humano e criança! (F. PESSOA)

Verinha disse...

Boa noite.Bj de luz

lidialaescriba disse...

hola, como va la vida? yo te recuerdo perfectamente,de otros lados,blogs, y demás, mil años, que no sabía nada de vos!
hermoso poema!
gracias
lidia-la escriba
www.nuncajamashablamos.blogspot.com.ar te invito a seguir

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