Nós merecemos a morte,
Porque somos humanos,
E a guerra é feita pelas nossas mãos,
Pela nossa cabeça embrulhada em séculos de sombra,
Por nosso sangue estranho e instável, pelas ordens
que trazemos por dentro, e ficam sem explicação.
Criamos o fogo, a velocidade, a nova alquimia,
Os cálculos dos gestos,
Embora sabendo que somos irmãos.
Temos até os átomos por cúmplices, e que pecados
de ciência, pelo mar, pelas nuvens, nos astros.
Que delírio sem Deus, nossa imaginação..
E aqui morreste! Oh.. tua morte é a minha, que, enganada,
recebes. Não te queixas. Não pensas. Não sabes. Indigno,
ver parar, pelo meu, teu inofensivo coração.
Animal encantado - melhor que nós todos.
Que tinhas tu com este mundo dos homens?
Aprendias a vida, plácida e pura, e entrelaçada
em carne e sonho, que os teus olhos decifravam..
Rei das planícies verdes, com rios trêmulos de relinchos..
Como viestes morrer por um que mata seus irmãos ?!
Um comentário:
Acabo de descubrir tu blog, esta genial! Un beso :)
www.synorie.blogspot.com
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